quarta-feira, junho 02, 2004

No último domingo fui até a UFMT mesmo sabendo que não aconteceria o Domingo no Campus. A Jaque tinha me falado. Encontrei uns amigos de bairro que estavam indo pra lá e peguei uma carona para ver o que se passava. Quando cheguei à frente do Museu Rondon meus glazes não acreditavam no que viam. Eu imaginei que teriam uns poucos maltchiques bebâdos, algumas devótchkas talvez, mas havia uma multidão de gente e não havia ocorrido o evento.

Saí especulando o por que de não ter acontecido e acreditei que era reflexo da reunião que não havia ocorrido duas semanas antes. Eu tinha ido até a UFMT procurar um pouco de amor e por coincidência era uma terça e não havia ocorrido reunião do Domingo no Campus. Encontrei George e Philipe e aproveitei para perguntar sobre um suposto fim do
Deefor e para a felicidade desse humilde fã, não procedia. Peguntei sobre o Domingo no Campus, afinal eles são bem próximos de alguns dos voluntários do evento e eles me disseram: "Eu nem sei de nada. Não to entendendo". Coisas do tipo.

Na segunda-feira, fui à aula e lá descobri o que tinha acontecido. Galera tava cansada e não foi feito zine e nem divulgação e nem nada. Até entendo, pois o Domingo no Campus é cansativo, isso eu posso afirmar. Mas nem avisar o público do evento? Eles só vão na programação noturna mas são público. No fim das contas, não por causa de panelas ou qualquer tipo de fuxico que rola no meio do grande público, só os interessados que sabem das informações por trás das máscaras. Acho que eu era o único estudante da UFMT lá. O resto fazia parte, talvez, de uma tal base viciada que precisa ser mudada.

Seria isso reflexo da maquiavélica retirada de "gorduras" do Domingo no Campus? Talvez o abuso de práticas direitosas acabe com o ânimo e a força para a execução de eventos com o cunho do Domingo no Campus. Foi uma briga para uma empresa participar ajudando o evento. Embates ideológicos memoráveis. Embates que eu comecei por ser o representante da empresa. Atitudes direitosas foram aceitas e o que era ideologia bruta, virou farelo. Ao que parece, sem as gorduras o Domingo no Campus ficou SÓ A CAPA.

"Os ratos conhecem o caminho dos ratos." Confucio


Bruno Bela Vista às 08:46
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domingo, maio 30, 2004

por muitos anos eu procurei um dom nato em mim. sempre achei que devia ter algum, como podia EU não ter um dom nato. Eis que encontrei meu dom nato, e ele é: Ver beleza nas coisas. Isso converge em outra qualidade estranha, mas uma qualidade. A qualidade de se deslumbrar com as coisas, independente de serem belas ou não numa análise mais crítica e profunda. Chegando a qualidade de conseguir voltar atrás em alguns julgamentos, graças a esse dom nato.

meu último post foi o clipe da banda Gram. não vou negar que por ser um tanto sensível eu me senti tocado por aquele clipe, purto deslumbre do meu dom nato, pois depois de uma análise mais profunda e crítica vejo que eles são apenas o primeiro sinal da nova tendência do pop rock nacional. Eu tenho fortes motivos para acreditar que teremos que aguentar uma sequência de bandas medíocres que não vão passar da indústria cultural assimilando a criatividade dos meus queridos Los hermanos. É fato que os Los hermanos são uma fôrma bem melhor do que a última grande fôrma da indústria fonográfica nacional, o Charlie Brown Junior. Mas também é fato que a indústria cultural transforma em lixo tudo que toca, em alguns momentos ela até consegue nos ludibriar com alguns elementos, como por exemplo 'Clube da Luta', mas é a indústria.

Ainda bem que o que há de novo, bonito e criativo na cena rock brasileira não se resume aos los hemanos, que serão sugados de agora em diante. Contamos com o Ludov, que na minha opinião é uma banda que se enquadra na boa nova música rock descompromissada sobre sentimentos. E aproveito a deixa para dar parabéns a mais nova revelação do rock independente nacional, os meus queridos garotos do Deefor. Li tudo que saiu sobre o show dos garotos e tudo aponta que eles detonaram. GO CUIABÁ!!!
:~


Bruno Bela Vista às 01:08
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LARANJA MECÂNICA EM PORTUGUÊS, oh meus irmãos